G. C. – 18 anos.

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G. C. – 18 anos.

“Desde pequena tive muitos problemas na escola e quando eu estava na segunda série do Ensino Fundamental, eu repeti de ano por não conseguir aprender a ler e escrever, além dos problemas que tive com Matemática.

Na época, a escola pediu para que eu fizesse uns exames fonoaudiológicos em geral e como a medicina e os métodos da época nao eram tão avançados, eu não tive um diagnóstico fechado e ainda diziam em casa e na escola que era falta de vontade para com os estudos.

Depois de muitos anos, já em outra escola e no primeiro ano do Ensino Médio, continuei com muita dificuldade nos estudos. Tive problemas para sanar o que eu não havia conseguido absorver no Ensino Fundamental e parece que ficou um buraco no meu aprendizado. Então, após o primeiro trimestre daquele mesmo ano, minha psicóloga recomendou que os exames médicos e fonoaudiológicos fossem refeitos, e com a medicina mais avançada eu descobri que tenho Dislexia, Déficit de atenção e Distúrbio de Processamento Auditivo.

Como eu já tinha noção de que não era igual a outras criancas, devido à minha dificuldade com os estudos, quando eu descobri a Dislexia acabou sendo mais um alivio do que um medo, pois a partir desse momento minha família começou a me aceitar e a me entender. Além disso, tive ajuda dos professores e da Diretora da minha nova escola.

Foi tudo muito difícil, mas com o diagnóstico fechado, eu pude iniciar meu tratamento com medicação, além disso tive ajuda de tutoria escolar e realizei um Programa de treinamento das Habilidades Cognitivas chamado Fast ForWord, que também me ajudou muito.

Em pouco mais de um ano minha vida mudou completamente, vou muito bem na escola e as minhas dificuldades antigas foram sanadas rapidamente.

Hoje sou muito feliz mesmo sabendo das minhas limitações, pois aprendi a lidar com elas.

Aconselho as pessoas que têm Dislexia que elas tentem fazer de tudo que tiver ao alcance. A Dislexia parece algo gigantesco, mas você pode chegar onde você quer, assim como eu consegui chegar onde eu queria. Persistência é muito importante e no final das contas vale a pena!”