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A NEUROCIÊNCIA E SUA IMPORTÂNCIA PARA A APRENDIZAGEM

Muitos especialistas, de diversas áreas de estudo, têm discutido durante anos sobre o papel da escola na consolidação eficaz da aprendizagem e na sua participação direta na transmissão de conhecimentos efetivos que garantam aos estudantes um bom desempenho no futuro.


De certa forma, não podemos descartar esse debate em torno da aprendizagem, pois é fundamental para o desenvolvimento do ser. Todavia, se faz necessário novos questionamentos e aprofundar o conhecimento na essência do aprender:

Como se aprende? Como se consolida a aprendizagem? Qual a sua importância? Entre tantos questionamentos, estudiosos especialistas nos domínios do desenvolvimento humano, como o desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial, passaram a aprofundar suas pesquisas nestes principais aspectos em cada fase da vida. A aprendizagem é um dos compostos essenciais para o domínio do desenvolvimento cognitivo, além da atenção, memória, linguagem, pensamento, raciocínio e criatividade (Papalia, 2013).

Como afirmam os neuroeducadores alemães Gehard Friedrch e Gehard Preiss*, “o aprendizado se dá na cabeça: todo o processo é acompanhado de alterações no cérebro.” Quando treinamos e aprendemos, podem ser criadas novas sinapses e o aumento da complexidade das ligações e associações em um circuito neuronal até então independentes (Cosenza, 2001).

Podemos utilizar uma bailarina ou um músico como exemplo. Treinando constantemente, eles trabalharão mais suas habilidades e se tornarão mais eficientes no que fazem, pois promoverão alterações em seus circuitos motores e cognitivos, proporcionando um maior refinamento dessas habilidades e se tornando exímios no que fazem.

A aprendizagem é o resultado da facilitação da passagem da informação ao longo das sinapses, ou seja, a formação e a consolidação das ligações entre as células nervosas (Cosenza, 2001). Assim, é possível afirmar que a aprendizagem é o processo em que o cérebro reage aos estímulos do ambiente ativando novas sinapses.

Nesse sentido, é possível destacar a importância das pesquisas nas áreas da neurociência e a sua contribuição para campo educacional, pois, através destas, podemos desvendar o que antes era desconhecido no momento em que aprendemos. Esses estudos mais específicos e fundamentais sobre o cérebro, seu desenvolvimento, suas funções, seus circuitos neuronais, nos permitem compreender, de forma detalhada, como funciona o processo da aprendizagem. A neurociência nos oferece embasamento para pesquisas na área educacional e como utilizar esses conhecimentos científicos nas escolas. Entretanto, é extremamente necessário à criação de novos caminhos, “sinapses”, entre a educação e a neurociência. Com essa troca e acesso a esses conhecimentos, teremos subsídios para utilizar estratégias adequadas que despertem interesse do aluno através de atividades desafiadoras e que sejam prazerosas para a consolidação de uma aprendizagem significativa.

Simone Martins Pedagoga/ Estudante de Psicopedagogia – U. P. Mackenzie ABPP/13227 Especialista em Neuropsicologia – CDN/ UNIFESP

Quer saber mais? Escreva para cucaresponde@acasacuca.com

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BARTOSZECK, A. B. Neurociência na educação. Disponível em: . Acesso: 21 de jan. 2015. COSENZA, Ramon M.; GUERRA, Leonor B. Neurociência e educação: como o cérebro aprende. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011. FRIEDRCH, Gehard; PREISS, Gehard. Neurocientistas ajudam professores e pedagogos a desenvolver novas estratégias de ensino. Disponível em: . Acesso: 18 de set. 2014. PAPALIA, Diane E.; FELDMAN, Ruth Duskin. Desenvolvimento Humano. 12. ed. Porto Alegre: AMGH. 2013.

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