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DESENVOLVIMENTO INFANTIL X PADRÕES DE APRENDIZADO: QUEM VENCE?

Desenvolvimento Infantil x Padrões de Aprendizado: Quem vence? Por Martha Burns


Há um cabo de guerra nas escolas americanas, uma tensão entre a necessidade de desenvolvimento dos alunos e o rigor acadêmico exigido que procura satisfazer os desafiadores padrões educacionais. Na sala de aula, onde discursos padronizados são a força motriz cotidiana, as realidades de desenvolvimento dos alunos são frequentemente sobrelevadas e ludibriadas – é algo sobre o qual devemos falar.

Sinais de uma luta

O filho de meu colega de trabalho, Eli, é um caso em questão. No jardim da infância, esperava-se que ele sentasse de pernas cruzadas sobre um tapetinho quadrado durante 30, 40 minutos, toda manhã – algo que ele dificilmente conseguia. Sua professora sempre enviava uma cartinha para os pais dele, dizendo que Eli precisava aprender a se sentar quietinho, e que seu entusiasmo com a escola em setembro desaparecia rapidamente. Sua mãe discutia a situação com o pediatra de seu filho, que dizia que a dificuldade de Eli em sentar quieto era um estágio de desenvolvimento perfeitamente normal para uma criança de cinco anos. O doutor também notou que Eli gastava tanta energia tentando ficar sentado quietinho, que provavelmente não era capaz de prestar atenção naquilo que devia estar aprendendo. No ano seguinte, os pais de Eli transferiram-no para outra escola, onde uma professora criava as atividades de seus alunos tendo em mente suas necessidades de desenvolvimento. Por exemplo, ela dava a seus alunos socialmente focados muitas oportunidades de trabalhar com outros alunos em pares ou grupos. A motivação de Eli aumentou muito, e além de figurar o topo da classe em termos acadêmicos, ele começou a descrever a si mesmo como uma pessoa que gostava de ser desafiada. Encontrando alunos onde eles estão

Com tanta coisa para ser feita todo ano, e com tão pouco tempo, não admira que as considerações sobre os estágios de desenvolvimento dos alunos frequentemente ficam para trás no foco do rigor acadêmico. Porém, como notaram Eli e seus pais, um currículo baseado em padrões não será eficaz se os alunos forem incapazes de trabalhar o material como é apresentado. Alguns educadores têm um renovado interesse no desenvolvimento infantil, um passo na direção da criação de salas de aula mais apropriadamente desenvolvidas para os jovens estudantes. Como pareceriam as salas de aula se fosse dado mais peso às considerações desenvolvimentais? Eis algumas possibilidades: • Mais movimento para alunos de 5 anos • Diminuir a competição quando alunos de 6 anos aprenderem jogos • Tempo para alunos de 7 anos completarem tarefas em alto padrão • Fóruns para desembaraçados alunos de 8 anos explicarem coisas e praticarem seu vocabulário em rápido crescimento • Alunos de 9 anos passam a entender a relevância do que dizem • Exercitar as crescentes habilidades de memorização e organização dos alunos de 10 anos • Através da comunicação escrita com alunos de 11 anos, criar um senso de distância que apoie a forte, contínua relação com adultos • Mais autonomia e oportunidade de tomada de decisões para alunos do ensino médio • Programas ou atividades que ajudem os adolescentes a se ajustarem às suas rápidas mudanças corporais, sem perder o foco acadêmico • Água, lanches e exercícios mais prontamente disponíveis para alunos de todas as idades

O original núcleo comum

Muito antes de termos os Padrões de Núcleo Comum, sabíamos que havia estágios de desenvolvimento pelos quais as crianças passavam durante seu caminho à fase adulta. Apesar de as crianças progredirem em diferentes níveis, considerando que pode haver grandes saltos entre os estágios, tais estágios são previsíveis para a maioria das crianças. Alunos levam à escola, todos os dias, sua inteira e total individualidade desenvolvimental, não só os componentes cognitivos que são refletidos no resultado de seus testes padronizados. Salas de aula que não levam em conta padrões e considerações de desenvolvimento não parecem levar os alunos tão longe em sua necessidade de seguir seu caminho. Educadores podem achar que alinhar estilos de comunicação e atividades escolares com os estágios de desenvolvimento de seus alunos resulta em menos tempo gasto na disciplina e mais tempo nas tarefas. Soltar um pouco os freios ao adaptar alunos pode dar suporte ao mais “sério” trabalho de construir as habilidades cognitivas que tanto importam aos padrões atuais.

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