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O SEU FILHO TEM BRINCADO BASTANTE?

Sendo pai de duas crianças pequenas, Valentina de 5 anos e Adrian de 3 anos, frequentemente me pego admirando suas brincadeiras ultra imaginativas. Lembro-me até hoje das brincadeiras de quando eu era criança lá no interior de São Paulo. Quanta criatividade.

Exceto pela liberdade que eu tinha por morar no interior e poder brincar na rua, não vejo diferença na forma que brincam hoje e agradeço por isso.

Como Neuropsicopedagogo entendo o quanto é importante a criança ter um tempo bastante significativo para brincar e como isso será importante na vida adulta.

A criança quando envolvida em alguma atividade e nela concentrada, estará aperfeiçoando sua capacidade de autorregulação e dessa forma, também suas perspectivas futuras.


Outro benefício da brincadeira é o estímulo das funções executivas como o Controle Inibitório, Memória de Trabalho e Flexibilidade Cognitiva.

Ao observar o seu filho brincando com o irmão, com os amigos, no parque, na praia, inventando traquitanas e criando um mundo que só ele entende, tudo parece gracioso – mas ele também esta aprendendo a ajustar suas capacidades a necessidades futuras da vida.

E fica a pergunta: Estamos dando tempo para crianças e adolescentes brincarem?

A brincadeira é o trabalho da criança e é a maneira mais eficaz de elas aprenderem habilidades para o resto da vida e descobrirem suas potencialidades, qualidades…etc…

Em muitas pessoas, a brincadeira continua presente na vida adulta e dá uma contribuição fundamental à solução de problemas. Os cientistas da área de ciências físicas/químicas geralmente dizem que, quando crianças, gostavam de construir e desmontar brinquedos e objetos variados.

Roger Tsien quando criança, não dispunha de artefatos de vidro para laboratório. Quando tinha 14 anos fez a sua própria aparelhagem a partir de vidros de leite e latas usadas, ele tentava sintetizar a aspirina. Ele só estava brincando e quando adulto foi laureado com o prêmio Nobel de química.

Na vida adulta, o trabalho costuma ser muito mais eficaz quando se assemelha à brincadeira.

Outro benefício das brincadeiras imaginativas é o estímulo do auto controle da criança.

Uma típica criança de 4, 5 anos a quem se pedir para ficar imóvel o máximo de tempo possível, conseguirá manter esta postura por pouco menos de um minuto. Agora se você pedir para ela fingir que está montando guarda na entrada de um grande castelo, ela conseguirá manter a imobilidade por quatro vezes mais tempo.

Aí está uma excelente brincadeira para estimular o auto controle do seu filho e o motivo é bem simples: fingir é divertido, o que significa que é fácil levar as crianças a participarem com entusiasmo.

Agora pergunto: E o seu filho? Esta brincando bastante?


Cristian Leme – Pai e Neuropsicopedagogo


Sugestão de Leitura:

. Bem-Vindo ao Cérebro do Seu filho – Como a mente se desenvolve desde a concepção até a faculdade. . Atividades para o desenvolvimento da Inteligência Emocional nas Crianças. . Educação Emocional Positiva – Saber lidar com as emoções é uma importante lição.

Sugestão de Vídeo: . Neil de Grasse Tyson: “What is the meaning of life?” – www.youtube.com/watch?v=JA0c1KpAbBg

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