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SUBITIZAÇÃO

Subitização é um termo cunhado em 1949 por Kaufman, Lord, Reese e Volkmann (1975) e refere-se a um processo de discriminação visual pelo qual é possível detectar até três objetos com uma rapidez de milésimos de segundos.

O termo é derivado do adjetivo latino subitus(que significa “súbito”) e diz respeito a uma discriminação imediata de quantos itens se encontram dentro da cena visual. Este comportamento de reconhecimento de quantidades é pré-verbal e foi encontrado em diferentes faixas etárias, gêneros e etnias (McCrink, Spelke, Pica, Dehaene, 2013). Alguns acreditam que este comportamento seja pré-requisito para vários comportamentos matemáticas, e não apenas para contagem. (Clements & Sarama, 2009)

Entre os primeiros estudos com o objetivo de demonstrar a existência de habilidades necessárias para perceber e representar itens em pequena quantidade está o de Starkey e Cooper (1980). Os autores utilizaram como sujeitos 72 crianças com idades entre 16 e 30 meses, já que estudos prévios apontavam para o fato de que crianças com 2 anos (104 semanas) apresentavam subitização para distinguir conjuntos que continham menos de quatro itens. (Starkey & Cooper, 1980)

Durante o experimento, os bebês permaneciam sentados no colo de suas mães e eram, a princípio, expostos a slides com conjuntos contendo dois ou três grandes pontos pretos distribuídos horizontalmente. Os autores chamaram essa fase de habituação, que se encerrava no momento em que os bebês começavam a olhar para outras coisas ao redor. A fase seguinte, chamada de pós-habituação, consistia em apresentar slides com conjuntos contendo número diferente de pontos. Apresentavam-se três pontos para os bebês expostos a dois pontos, e dois pontos para os bebês expostos a três pontos. Os autores tiveram o cuidado de variar o espaçamento entre os pontos para que nem o comprimento total da linha nem a densidade dos pontos fosse usado para discriminar o número.

Starkey e Cooper (1980) notaram que o tempo médio de fixação do olhar das crianças foi significativamente maior quando o slide apresentava um número diferente de pontos. Na condição de dois para três pontos na pós-habituação, a média de 1.9 segundos foi obtida para o último slide de dois pontos apresentado, enquanto para o primeiro slide de três pontos, essa média subiu para 2.5 segundos, o que representa um aumento de 32% no tempo de fixação do olhar.

As crianças do grupo controle, para as quais se apresentavam slides com quatro ou seis pontos, não evidenciaram uma variação significativa no tempo de fixação do olhar quando o slide apresentava um número diferente na fase de pós-habituação. Com esse estudo, Starkey e Cooper (1980) concluíram que antes dos 10 meses de idade os bebês são capazes de discriminar quantidades pequenas (entre 1 e 2, e 2 e 3), e sugeriram que bebês humanos usam uma percepção imediata para realizar essa atividade e a ela deram o nome de subitizing. Para os autores, o experimento evidenciava que existiam habilidades precursoras ao início da contagem verbal.

Clements, D. H., & Sarama, J. (2009). Learning trajectories in early mathematics–sequences of acquisition and teaching. Encyclopedia of language and Literacy Development, 1-7. Kaufman, E. L., Lord, M. W., Reese, T. W., & Volkmann, J. (1949). The discrimination of visual number.The American journal of psychology, 62(4), 498-525. McCrink, K., Spelke, E. S., Dehaene, S., & Pica, P. (2013). Non‐symbolic halving in an Amazonian indigene group. Developmental science, 16(3), 451-462. Starkey, P., & Cooper, R. (1980). Perception of numbers by human infants.Science, 210 (28), 1033-1034.

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